13 de março de 2012

CULINÁRIA ÁRABE: NUTRITIVA E AFRODISÍACA


 A culinária árabe: uma história de milênios. O rei Zimri-Lim, governava Mari, palácio localizado em Tel Hariri, na Síria, entre 1800 a 1700 a.C. Nesse palácio, encontravam-se os hábitos alimentares e a cozinha milenar da Mesopotâmia. Os criados de  Zimri-Lim serviam pratos acompanhados de carne de boi, carneiro, cabra, cervos e gazelas, bem como peixes, pássaros, aves domésticas grelhadas, tostadas ou cozidas em caçarolas de barro ou em caldeiras de bronze, acompanhadas de molhos com um sabor predominante de alho. 
 Segundo o professor Georges Roux, na culinária ancestral da cozinha árabe, os alimentos podiam ser fervidos em água, preparados no vapor, assados ou cozidos sobre brasas. Além disso, acondicionavam uma variedade de ingredientes na mesma mistura para produzir sabores raros, o que resultava em iguarias perfeitas e apetitosas.

Do pão sírio à pizza – No Oriente Médio Antigo, encontramos a origem da pizza. Segundo o professor da USP, Gabriel Bollaffi, a teoria mais importante sobre a origem da pizza é baseada em achados arqueológicos em territórios da Síria, e diz que os fenícios da região do levante Terras de Damasco, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão em forma de disco (pão sírio), no que seria um antecessor da esfiha.

Com as  Cruzadas, esta prática de acrescentar cobertura ao pão sírio chegou à Itália pelo porto de Nápoles. Lá os italianos incrementaram o pão com diversos tipos de cobertura como o queijo e, mais tarde o tomate, originando desta maneira a pizza.
Para o professor, as culinárias contemporâneas do Oriente Médio, do Norte da África e mesmo a culinária de certas regiões da Europa Mediterrânea e do Leste Europeu são herdeiras, em parte, da cozinha da antiga Mesopotâmia, "a mais antiga culinária conhecida do mundo". Entretanto, os avanços de civilizações e ocupações, as secas, as pestes que comprometeram rebanhos e safras, influenciaram e adaptaram a culinária da região, uma troca de influências que hoje mostra o quanto a Turquia, a Grécia e países europeus têm em comum na sua culinária, cada vez mais sem fronteiras.
Por isso, denomina-se Cozinha Árabe a cozinha de todos os países árabes, apesar de haver certas especialidades regionais para certos pratos, e que  pode abranger grandes blocos do Mundo Árabe com pratos mais próximos entre seus países e um pouco distantes das técnicas em outras regiões. É uma culinária de milênios e até de civilizações desaparecidas.

 Por outro lado, na culinária árabe o quibe e a esfiha são os mais conhecidos. Há mais muito mais.  De sabor exótico e afrodisíaco, destacam-se os grãos com verduras, legumes e frutas como damasco e romã, ou ainda as frutas secas e castanhas, são fontes de fibras e proteínas, com alto valor nutritivo.




Citamos alguns exemplos da comida árabe e sua importância:
A coalhada, boa para quem tem intolerância a lactose, já que, no processo de fermentação, as bactérias transformam a lactose em ácido láctico, contribuindo para o equilíbrio do intestino e a flora intestinal. E os ácidos graxos (gorduras) do leite ajudam na redução do mau colesterol, além de ser um alimento probiótico e imunomodulador.

 O quibe assado, michuis (churrascos) de frango, mignon ou kafta e abobrinha recheada encontrados são opções de baixa caloria. O quibe é um dos pratos mais tradicionais da gastronomia árabe. Em sua composição, leva a hortelã, excelente calmante, tônica e antisséptica.

 O grão de bico, o grão da felicidade, está presente na gastronomia árabe, por exemplo, na pasta, homus. Ele é rico em proteínas, sais minerais e vitaminas, como complexo B e triptofano, essencial para a produção de serotonina, substância que dá a sensação de bem estar.  Na pasta homus, temos o gergelim, base da pasta de gergelim, o tahine, é fonte de ácidos graxos insaturados, que aumenta o bom colesterol.
E o grão de bico ativa e desintoxica o fígado.
Já o tabule  é uma salada composta de tomate, salsinha, pepino, hortelã e cebola com grãos de trigo.



 E o Babaganush (pasta de berinjela). 







Os doces árabes, em sua maioria contêm nozes, pistaches, damasco e castanhas, ricos em cálcio. 


É uma culinária extremamente nutritiva, rica em vegetais como abobrinha, beringela, folha de uva, repolho, lentilha, carnes bovina, de frango e cordeiro, esta mais saudável que outras carnes vermelhas por seu alto valor nutritivo (vitaminas do complexo B, ferro, fósforo, cálcio e potássio), combinados com coalhada e saladas. 
As palavras em português começadas com “AL” são de origem árabe e, na culinária podemos encontrar: alface, alcaçuz, alcachofra, almeirão, alcaparra… entre muitos outros.


Podemos ver, então, que a gastronomia árabe, além de ser altamente nutritiva, é, principalmente, afrodisíaca.



Vejam alguns dos componentes da comida árabe, desde as frutas até os grãos e temperos que estimulam a libido. 
Amêndoa: Muito usada em cremes, sabonetes e loções para massagens. 
Tâmara: Rica em calorias e vitaminas, altamente energética. 
Pêssego, damasco e ameixa: Devido à aparência, são feitas associações às partes íntimas femininas. 


 Romã: De origem árabe, são atribuídas a elas poderes afrodisíacos, normalmente associados a cerimónias de fertilidade. 
 Figo: Através da tradição ficou associado à fertilidade.
 Maçã: Associada ao pecado e à tentação. Os licores de maçã, como o calvados e a sidra, são estimulantes e acredita-se que rejuvenescem.
Pera: A sua forma também é associada ao corpo feminino.
Uva: Sempre associada ao prazer e à fertilidade. 


Pistachio ou pistache: Fruto muito popular em toda a Ásia. 


 Alho: Além de afrodisíaco, são atribuídas a ele muitas qualidades curativas.
Aipo: Gregos e romanos o utilizavam como afrodisíaco.
Arroz: Simboliza fertilidade. 

Agrião: Alguns acreditam ser um estimulante. 
Cebola: É considerada afrodisíaca desde a antiguidade. 
Grão de bico: Muito consumido pelos árabes. 
Alho-porro: Romanos e gregos atribuíam-lhe poderes afrodisíacos. 
Trigo: Representa a fertilidade. 
Açafrão: Especiaria vermelho-alaranjada, perfeita no uso com mariscos. Tradicionalmente utilizada em Espanha, em pratos com frutos do mar como a Paella, por exemplo. No Oriente é muito utilizado como estimulante. 
Alcaparra: Frutos redondos e pequenos, de sabor muito forte, que acompanha o peixe. 
Anis: É uma planta de flores brancas e sementes pequenas e aromáticas. Confeitos, xaropes, essências, temperos e licores podem ser feitos com esse ingrediente. 
Canela: Extraída da casca da árvore da canela. É usada em lascas e em pó. Coloca-se em doces mas também em carnes e diferentes tipos de curry, na Ásia e no Oriente Médio. 
Cardamomo: Pode ser vendido em sementes, que são moídas para cozinhar, ou em pó, que perde o aroma rapidamente. Nos países árabes é colocado no café para enriquecer o sabor e estimular a benevolência entre os amigos. As sementes são mastigadas para refrescar a boca. 
Hortelã: O seu sabor fresco é bastante popular em doces e bebidas. Também é usado em muitos pratos de diferentes origens. Em Inglaterra acompanha o cordeiro, entre os árabes, as carnes variadas. 
Louro: Na comida, o louro é usado em pouca quantidade, só uma folha pequena ou média, porque tem um sabor muito forte, um pouco amargo. 
Noz-moscada: É uma noz dura usada para aromatizar doces e sobremesas, mas que também realça o sabor de alguns vegetais, como o espinafre e as carnes suaves. 
Fontes
Tammam Daaboul
http://www.comerbembarato.com/gastronomia-arabe-a-mais-saudavel-do-mundo.html
http://www.medicinaealimentacao.com/?id=334&Alimentos%20Afrodis%EDacos%20-%20Apetite%20Sexual



3 comentários:

  1. Adorei Lucia, super informativo e convidativo... Acho que vou fazer Kibe com tabule para o jantar! Parabéns pelo artigo!
    Beijos

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  2. Olá tudo de bom ...

    Boa informação , parabéns está maravilhoso .

    Bjs

    Ernesto

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  3. Olá mais uma vez ...
    Já experimentei algumas receitas de vários países , mas não sou muito entusiasta para cozinhar , gosto mais de provar que cozinhar .

    Beijos

    Ernesto
    ernestocastanha.blogspot.com

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